Fui....



Caminhei em direcção à exposição de Juan Münoz no museu de Serralves. Vistas de longe estas criaturas parecem ter a estatura dum humano normal mas olhadas de perto vemos que a sua dimensão é ligeiramente mais pequena. É assim que por vezes nos sentimos. Embora aos olhos dos outros pareçamos iguais a tantos outros, quando olhamos para dentro de nós mesmos deparamo-nos com a nossa pequenez, como somos um grão de areia num imenso deserto.
Pois bem, abstraída dos meus pensamentos (que me invadem em “full-time” e com horas extraordinárias) vagueei alguns minutos por entre estes seres sorridentes e em nenhum deles denotei um ar enfadonho ou entediado. Todos com o seu sorriso no rosto, talvez um pouco aparvalhados mas sorridentes. E na minha deslocação vagarosa, pé ante pé, fui-me sentido uma deles, num mundo estranho no qual eu não era quem sou e mesmo assim me sentia bem. Assim me senti também um pouco no regresso ao mundo normal. Por entre gente que eu nunca vira mas que passavam por mim com as suas vidas e onde eu poderia ser uma pessoa qualquer que não eu, representar ser uma personagem. Senti que isso seria fugir à minha essencia que faz parte de mim, que sou eu e isso, fugir, não me levaria a lugar nenhum, apenas me afastaria de mim própria.

A rotina é necessária mas também é urgente quebrá-la e sentirmos de vez em quando que “O mundo é um lugar estranho”.

4 comentários:

Johnny disse...

Vê lá! Não exageres na base (nem a substituas por cimento ou cola de contacto), porque o sorriso aparvalhado já tu tens :)

Anónimo disse...

Eu não uso base, tá!

Johnny disse...

ahahahahahaha

Ainda bem que SÓ discordaste da parte da base.

ahahahahahaha

Anónimo disse...

Nunca escondi isso. Ser parva faz parte de mim, e não o sendo não seria quem sou. Toma!!!