5, 4, 3, 2, 1 .... e está tudo na mesma...

Ontem, em conversa de café, comentávamos sobre o que íamos fazer na passagem de ano e em torno disso fomo-nos questionando sobre a importância desta data celebrada mundialmente. Na verdade, eu não sou muito adepta desta festa, diz-me pouco mas serve de pretexto para sair nestas noites de Inverno. Mas mesmo ficando em casa, é impossível não lembrar que é noite de passagem de ano, ligamos a televisão e todos os programas não nos deixam esquecer que aquela noite é de festa, mesmo que atrasemos todos os relógios de casa.
Se pensarmos bem, festejamos a entrada de mais um dia na nossa vida, de mais um ano. Nada se altera na meia-noite que vá mudar a nossa vida (ou talvez o excesso seja tanto que até mude). Mas creio que é um marco, o depositar de uma esperança, no sentido de virar a página e acreditar que se pode começar de novo.
Aproveitando que esta data existe nos nossos calendários, é bom reflectirmos um pouco no ano que passou e focar bem os nossos objectivos para um novo ano. Da parte que me toca, e segundo o que os astrólogos dizem, 2009 vai ser um ano particularmente bom para mim. Como é uma boa previsão, sabe bem acreditar nisso :) Estarei cá para contar.
Um bom ano para todos e quanto à passagem, não se esqueçam das doze passas, do pé direito e das cuecas azuis (não vá o diabo tece-las).

Dia de hoje


Estranha apatia que sinto hoje. O meu corpo diz que é domingo e que por isso amanhã é dia de trabalho, mas a minha mente sabe que apesar de ser domingo, amanhã não vou trabalhar, é feriado. Por isso não sei como me sentir hoje.
Vivemos na ansiedade que chegue o desejoso fim-de-semana. A sexta-feira erradia bem-estar, aquele nervosinho na barriga que faz com que o “até amanhã” seja dado com um sorriso largo e abundante. O sábado é uma maravilha, parece que temos o tempo todo pela frente. No entanto, e embora o domingo não seja um dia ordinário, tem na mesma as 24h, tem o seu amanhecer e anoitecer, a verdade é que acordamos já com a ansiedade do dia seguinte, com o pensar na árdua semana que se avizinha e acabamos por não gozar o merecido descanso.
Reconheceria um domingo em qualquer parte do mundo, mesmo que dormisse durante meses seguidos e acordasse num domingo, eu saberia que aquele dia era um domingo. Um domingo tem outra luz, outra atmosfera, outra brisa no ar. Olhamos para as pessoas e elas têm outro olhar, outro sorrir, outro andar. O domingo é único, tal como o sábado, não tem feira.
Reconheceria um domingo em qualquer parte do mundo e hoje sinto-o como tal...mas um domingo diferente. Hoje sinto esta sensação estranha, de sentir-me numa letargia solene que ao mesmo tempo me acalma também desperta em mim esta inconstante insatisfação de ser domingo. Que fazer? É apenas um dia da semana e amanhã é outro dia, que não domingo.

Oh,Oh,Oh!

Bem, como estamos em época natalícia, eu gostava de falar sobre ela, mas que mais há a dizer para além dos temas: consumismo, família, amor, paz, pobreza, fome, mendigos, banco alimentar, cabazes, prendas, fogueira, rabanadas, aletria, bolo-rei, bacalhau, peru, filhós, pinheiro, luzes, enfeites, presépio, anjos, neve, frio, gelo, mortes na estrada, pai-natal, chocolate…
Entretanto se me ocorrer alguma coisa inovadora eu aviso. Desde já desejo um Bom Natal aos que se dignam a passar os olhos por aqui e a todos os outros um Bonzinho Natalinho.