Mulheres...

"Achamos os homens instáveis excitantes; os homens em que não se pode confiar um desafio;os imaturos encantadores(...). Os homens coléricos precisam da nossa compreensão. Os infelizes precisam do nosso conforto. Os ineptos precisam do nosso encorajamento, e os frios do nosso calor. Mas um homem «bom» não pode ser melhorado, porque já é bom como é, e se é amável e se interessa por nós, então, nem podemos sofrer."
Robin Norwood

Prazo de Validade

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.”
Alguém me enviou esta mensagem há uns tempos e resolvi reflectir um pouco sobre ela. Concordo em toda a essência desta mensagem. No entanto, quando estamos a viver um momento incrivelmente bom queremos sempre estende-lo por mais tempo, e mais, e mais….e por vezes o prazo de validade é apenas esse momento e não mais do que isso. Pois quando alargado, ou forçado a alargar-se, ele perde todo o seu encanto, toda a sua magia, toda a sua intensidade. E o seu valor vai ficando cada vez mais diminuído em igual proporção com o avançar no tempo. “Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis, e pessoas incomparáveis.”- esta era a segunda parte da mensagem. No entanto, eu quero acreditar que a nossa vida pode ser ela mesma um momento assim, verdadeiramente intenso, inesquecível e partilhado, essencialmente. Alguém disse também que a felicidade só é real quando partilhada.

Felicidade em part-time


O tema “felicidade” nunca esteve tão em voga como nos dias de hoje. Uma palavra tão flutuante e quando a procuramos no dicionário…enfim, não encontramos aquela definição romantizada que gira em torno dela, ou que supomos girar. Na 7ª edição do dicionário de língua portuguesa da Porto Editora, o significado de “felicidade” consta assim: “estado de quem é feliz; ventura; boa fortuna; dita; sorte; bom êxito; contentamento.” Ora, o que nos diz então? A felicidade, é sim, um estado de quem é feliz. Portanto, se é um estado é susceptível de ser alterado. Um estado de espírito. Logo, a pergunta “És feliz?” está mal colocada. Devíamos antes perguntar “Estás feliz?”.
Cada vez mais a felicidade nos é servida em pequenas doses, repartidas por vários momentos da nossa vida. E a aspiração em “ser feliz” é utópica, principalmente nos dias de hoje, quando tudo à nossa volta parece ser de tão fácil acesso. Assistimos na televisão diariamente (ok, podemos não assistir mas sabemos que existe) às telenovelas onde evocam estilos de vida por nós ambicionados. Pessoas bem sucedidas profissionalmente e pessoalmente e assim parecem ser felizes a tempo inteiro. Esta falsa aparência de felicidade reflecte em nós grandes expectativas que facilmente saem goradas pois apesar de tudo ser mais acessível, esse tudo também é mais diversificado.
Sou feliz? Digamos que tenho os meus momentos de felicidade e os outros que o não são é porque estou ocupada a reflectir, a pensar sobre alguns problemas inerentes ao facto de ser um ser racional. Só os tolinhos são felizes a tempo inteiro, pois eles não perdem tempo a pensar nas adversidades, nem têm consciência que existe o lado menos bom da vida. Portanto, sou feliz a part-time e ainda bem.

Lugar Comum

É frequente termos conversas banais sobre temas banais com pessoas igualmente banais. É frequente também não precisarmos de ninguém e connosco próprios termos reflexões banais sobre os nossos pensamentos banais, alegrias banais e tristezas igualmente banais. É o nosso lugar-comum. Mas é possível termos perspectivas inovadoras sobre as coisas banais e esse lugar-comum deixa de ser lugar-comum.
É tudo uma questão de perspectiva, digamos assim…

Direito de Escrever

Alguém disse um dia, José Saramago de seu nome, que quem não sabe o que dizer não tem o direito a escrever. Na verdade, não ponho as aspas porque não sei se reproduzi fielmente a frase do referido escritor. Pelo menos a ideia está lá.
Pois bem, confrontada com tal afirmação, que ouvi recentemente, fiquei como que bloqueada na minha inspiração de escrita. Não que ela seja, na verdade, muito assídua mas fiquei paralisada. Porque compreendi que o acto de escrever implica uma dose substancial de responsabilidade. E embora, possa ate ninguém ler o que escrevo o facto é que as palavras uma vez escritas deixam marcas, mesmo que seja só a quem as escreve. Confesso que a responsabilidade sempre me assustou ao mesmo tempo que me alicia.
No entanto, e assimilada toda a responsabilidade que me cabe, tomarei o compromisso de que sempre que tiver algo a dizer o farei e mais ainda, o irei escrever para que palavras pensadas sejam uma identidade de mim.
E tenho dito.

Meu Mundo


O Meu Mundo é tão extenso e tão denso, é tão pequeno e tão claro, o Meu Mundo é muito e é pouco, é complexo e tão básico. É isto e aquilo, é tudo e é nada, é tão fácil e tão difícil. O Meu Mundo é meu e é teu. O Meu Mundo não é diferente, não é melhor, não é pior, não é mais, não é menos. O Meu Mundo é meu e isso basta.